Resposta ao artigo publicado no Jornal Público a 25/09/2014 pelo Miguel Esteves Cardoso

Português, Portugal
09/25/2014

Resposta enviada por e-mail à direção do Jornal Público – 25/09/2014 ás 17h30m

 

Exmos/as Senhores/as

Direção Editorial - Barbara Reis e Provedor do Leitor - José Queirós

Escritor> Miguel Esteves Cardoso

 

Assunto: Artigo desajustado do escritor Miguel Esteves Cardoso “Deixem-na nascer”, publicado no Jornal o Público no dia 25/09/2014 

 

Exercendo o direito de resposta que a lei nos confere, artigo 24º e 25º da Lei da Imprensa,  como presidente da ASPAS (Associação Portuguesa de Astrologia) gostaria de comentar e contribuir para um melhor esclarecimento do autor Miguel Esteves Cardoso, da direção do jornal e de todos os leitores que merecem seguramente artigos bem mais interessantes.

Como ponto prévio informo que este direito não se insere numa perspetiva de utilizar a mesma linguagem, a mesma ofensa gratuita ou utilizar o nome ou circunstâncias de outros publicamente. Apenas nos move o bom nome, a credibilidade e a honorabilidade deste conhecimento milenar bem como de todos aqueles que contribuem diariamente para que a astrologia se assuma como realidade ao serviço da humanidade, independentemente das palavras que lhe quiserem associar.

 

Miguel Esteves Cardoso é conhecido pela sua escrita ligeira, pelo seu pensamento ao correr da pena e sobretudo por não o levarem muito a sério. Respeito obviamente esta forma mas é importante esclarecer os leitores que, por vezes, esta forma de ser e estar embora nos possa divertir, pode ofender profissionais e atividades que merecem o mesmo respeito.

 

Tenho a convicção que o autor não pretendeu conscientemente afirmar o que escreveu, apenas se deixou deslumbrar por um  exercício de crítica inconsequente, sem qualquer esforço de investigação ou conhecimento básico do tema. É normalmente o que acontece quando se escreve sobre tudo e sobre nada, ou quando a inspiração se esgota.

 

A história da Astrologia perde-se na memória dos tempos, ela é contígua aos mitos e às lendas e partilha da mesma linguagem simbólica e ancestral, plena de imagens e rica em conteúdo.

Sendo uma das linguagens primordiais, a Astrologia é recetora e depositária das projeções inconscientes do pensamento humano e, simultaneamente, transmissora de leis e dos ritmos presentes nos ciclos cósmicos. Desta interação surgem os primeiros modelos ou arquétipos que agem como princípios organizadores da vida psíquica e estabelecem a ponte de ligação entre o estado celeste e o mundo dos fenómenos ou de ações humanas.

 

Algum cuidado de investigação demonstra que a astrologia é valida e comprovada ao longo dos séculos, que convidamos a conhecer de forma bem clara e sintetizada no nosso http://www.associacaoportuguesadeastrologia.com/pt-pt/page/hist%C3%B3ria-da-astrologia

 

Vários são os astrólogos profissionais que escreveram ao longo dos anos várias obras onde será fácil para qualquer pessoa interessada saber as origens da astrologia e sua veracidade.

 

É certo que, como em qualquer profissão, existem os ditos “bons” e “maus” profissionais, que deturpam as origens do saber e a aplicam de forma como refere o escritor “...estúpida e ignorante...” Por isso existe Associação Portuguesa de Astrologia, orientada pelo seu código de ética e deontologia profissional, ajudando a credibilizar a Astrologia e separa-la de pessoas menos informadas, a que nunca chamaremos estúpidas ou ignorantes, mas sim com falta de conhecimento prévio.

 

Acrescento que a Astrologia não é domínio de “iluminados” ou “gurus” mas é acessível a qualquer pessoa, de qualquer profissão e idade, que com a devida formação profissional poderá utilizar e desenvolver este conhecimento. É ainda do domínio público que em muitos países, e em Portugal também o será, a Astrologia é ensinada em Universidades lado a lado com outras áreas do conhecimento. Assim, queira o Miguel Esteves Cardoso perceber o seu erro de apreciação quando escreve: ”Aprende-se uma dúzia de estereótipos e fica-se equipada para a vida”.

 

Convido-o, se quiser ser sério sobre este tema, a falar com vários astrólogos profissionais (se não conhecer nenhum, poderei dar-lhe alguns contactos) que lhe explicarão o que custa e o que demora este “equipamento para a vida”.

 

Na vida, gostamos de ser reconhecidos pelo que somos e pelo que fazemos. Este exercício é tanto mais gratificante quando colocado ao serviço dos outros. Terei todo o prazer em lhe apresentar pessoas a quem a astrologia ajuda como orientador e como exercício de auto-conhecimento.  Porque é disso que se trata, ajudar os outros. Quem vê o mundo para além do seu umbigo certamente aceitará o meu convite.

 

Fica o meu sincero convite.

Os melhores cumprimentos

Presidente

Isabel Guimarães